4.7.18
3.7.18
2.7.18
Passavas pelo meu corpo como quem vinha para ficar
Depois saías para fumar um cigarro
Voltavas só com as primeiras estrelas, saias com elas também.
Nos socalcos não tinha a tua mão para segurar.
Depois um dia bateste à porta e não te esperava.
E querias entrar e querias entrar.
E o meu corpo em sossego queria dormir e queria dormir.
Não me mexi.
Vi-te na rua, passaste um dia, passados uns dias.
Uns dias passados e já eras uma sombra de tudo.
Nada a sentir.
Tudo arrumado, até o cheiro a cinzas.
Depois saías para fumar um cigarro
Voltavas só com as primeiras estrelas, saias com elas também.
Nos socalcos não tinha a tua mão para segurar.
Depois um dia bateste à porta e não te esperava.
E querias entrar e querias entrar.
E o meu corpo em sossego queria dormir e queria dormir.
Não me mexi.
Vi-te na rua, passaste um dia, passados uns dias.
Uns dias passados e já eras uma sombra de tudo.
Nada a sentir.
Tudo arrumado, até o cheiro a cinzas.
1.7.18
Naquele tempo
Quando o fim do dia chegava
O fim da semana chegava
O fim do mês chegava
As saudades todas deitavam-se a meus pés.
30.6.18
29.6.18
Obrigada S.
‘Most of us have only one story to tell. I don’t mean that only one thing happens to us in our lives: there are countless events, which we turn into countless stories. But there’s only one that matters, only one finally worth telling. This is mine.’
Julian Barnes
28.6.18
26.6.18
Merecíamos um bocadinho mais do que isto.
De certeza que existe um cemitério, algures, repleto dos sentimentos que se perdem entre o sermos amantes e sermos desconhecidos.
Um cantinho onde toda a cumplicidade, os risos, os pensamentos doces são felizes e livres.
Tem de haver.
Depois disso há a realidade das conversas de circunstancia, dolorosas para as memórias felizes.
O amor merece um bocadinho mais do que isto, quando ainda é amor.
25.6.18
Needy
A poem begins as a lump in the throat, a sense of wrong, a homesickness, a lovesickness.
Robert Frost
Please kill the messenger
Era uma vez um instante.
Não era um instante qualquer, era um instante que respirava, que tinha vida e alma e querer.
Não era fácil ser um instante.
Mas era uma vez um instante.
Esse instante encontrou-se no meio dos olhos dele e dos olhos dela e depois, no meio das mãos dele e das mãos dela e dos lábios dele e dos lábios dela e entalado pelo corpo dele e o dela.
Esse instante já tinha sabor e cor e cheiro mas não tinha nome.
O instante sem nome era o seu nome.
E o instante podia rebentar qual bola de sabão ou transformar-se qual casulo.
E ele respirava e tinha vida e alma e querer e ele e ela não contavam para nada.
O instante era tudo e tudo era o instante.
E foi assim, sem saber o seu nome, nem o que fazer de si que do instante nasceu o para sempre.
Motivação à segunda
Por muita água que bebesse, nunca lhe passava a sede.
A lembraça da água que bebia dos lábios dela...
Outros tempos.
Tempo, tempos.
A vida perde-se entre tempos, entre perguntas e respostas, entre suspiros e hesitações.
A sede desaparece com a idade, dizem os cientistas.
A sede perde-se e a vida desaparece.
A lembraça da água que bebia dos lábios dela...
Outros tempos.
Tempo, tempos.
A vida perde-se entre tempos, entre perguntas e respostas, entre suspiros e hesitações.
A sede desaparece com a idade, dizem os cientistas.
A sede perde-se e a vida desaparece.
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