28.7.26


Aparecias-me nos sonhos. 

Sem convite, sem que te abrisse a porta. 

Aparecias e lá ficavas.

O teu sorriso, as tuas mãos, até o teu cheiro.

E depois, quando o sonho acabava não te ias embora. 

Ficavas.

Falavas-me e ouvia-te e ouvias-me e falava-te.

E foi assim para sempre.