Aparecias-me nos sonhos.
Sem convite, sem que te abrisse a porta.
Aparecias e lá ficavas.
O teu sorriso, as tuas mãos, até o teu cheiro.
E depois, quando o sonho acabava não te ias embora.
Ficavas.
Falavas-me e ouvia-te e ouvias-me e falava-te.
E foi assim para sempre.
