2.7.18

Passavas pelo meu corpo como quem vinha para ficar
Depois saías para fumar um cigarro
Voltavas só com as primeiras estrelas, saias com elas também.
Nos socalcos não tinha a tua mão para segurar.
Depois um dia bateste à porta e não te esperava.
E querias entrar e querias entrar.
E o meu corpo em sossego queria dormir e queria dormir.
Não me mexi.
Vi-te na rua, passaste um dia, passados uns dias.
Uns dias passados e já eras uma sombra de tudo.
Nada a sentir.
Tudo arrumado, até o cheiro a cinzas.

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