26.12.18
2.12.18
29.11.18
11.11.18
2.11.18
29.10.18
9.10.18
8.10.18
20.9.18
11.8.18
5.8.18
Abraça-me
Abraça-me adeus
Não me deixes olhar para trás
Despe cada canto
Deserto de ti
Abraça me adeus
Enquanto perdida de ti
Abraço de adeus o futuro.
4.8.18
3.8.18
30.7.18
25.7.18
24.7.18
20.7.18
Vidências
You do realise I will never miss you?
I will never miss you, do you realise?
Was it realised by you that I will never miss you?
Did you realise you will never be missed by me?
Have you realised I will never miss you?
She asked had he realised he would never be missed by her?
16.7.18
Kamasutra
E a vida faz-nos passar por todas as posições.
Principal, secundária, carrasco, vilã, sedutora.
Apaixonada, odiosa, criminosa, amante, inocente.
Apaixonada, odiosa, criminosa, amante, inocente.
Fora de cena quem era de cena.
15.7.18
13.7.18
10.7.18
My baby loved me
Nuns segundos perdidos
Numa planície sem ar
Primeiro vinha
contávamos o tempo do sol
De Março a rebentar
Nuns segundos perdidos
Numa planície sem ar
Sempre a horas
Contávamos os grãos de areia
Num Abril a ferver
Nuns segundos perdidos
Numa planície sem ar
Atrasava-se depois
Contávamos ainda sorrisos
Era Maio a descer
Nuns segundos perdidos
Numa planície sem ar
Agora saltava passadas
Contávamos perdões
Num Junho a morrer
My baby loved me
E matou-me em segredo
Quando o tempo chegou ao fim.
6.7.18
4.7.18
She whispers to herself
Sweetheart you will be just fine.
(and sweetheart you are truly sweetheart, just sleep now and forget)
3.7.18
2.7.18
Passavas pelo meu corpo como quem vinha para ficar
Depois saías para fumar um cigarro
Voltavas só com as primeiras estrelas, saias com elas também.
Nos socalcos não tinha a tua mão para segurar.
Depois um dia bateste à porta e não te esperava.
E querias entrar e querias entrar.
E o meu corpo em sossego queria dormir e queria dormir.
Não me mexi.
Vi-te na rua, passaste um dia, passados uns dias.
Uns dias passados e já eras uma sombra de tudo.
Nada a sentir.
Tudo arrumado, até o cheiro a cinzas.
Depois saías para fumar um cigarro
Voltavas só com as primeiras estrelas, saias com elas também.
Nos socalcos não tinha a tua mão para segurar.
Depois um dia bateste à porta e não te esperava.
E querias entrar e querias entrar.
E o meu corpo em sossego queria dormir e queria dormir.
Não me mexi.
Vi-te na rua, passaste um dia, passados uns dias.
Uns dias passados e já eras uma sombra de tudo.
Nada a sentir.
Tudo arrumado, até o cheiro a cinzas.
1.7.18
Naquele tempo
Quando o fim do dia chegava
O fim da semana chegava
O fim do mês chegava
As saudades todas deitavam-se a meus pés.
30.6.18
29.6.18
Obrigada S.
‘Most of us have only one story to tell. I don’t mean that only one thing happens to us in our lives: there are countless events, which we turn into countless stories. But there’s only one that matters, only one finally worth telling. This is mine.’
Julian Barnes
28.6.18
26.6.18
Merecíamos um bocadinho mais do que isto.
De certeza que existe um cemitério, algures, repleto dos sentimentos que se perdem entre o sermos amantes e sermos desconhecidos.
Um cantinho onde toda a cumplicidade, os risos, os pensamentos doces são felizes e livres.
Tem de haver.
Depois disso há a realidade das conversas de circunstancia, dolorosas para as memórias felizes.
O amor merece um bocadinho mais do que isto, quando ainda é amor.
25.6.18
Needy
A poem begins as a lump in the throat, a sense of wrong, a homesickness, a lovesickness.
Robert Frost
Please kill the messenger
Era uma vez um instante.
Não era um instante qualquer, era um instante que respirava, que tinha vida e alma e querer.
Não era fácil ser um instante.
Mas era uma vez um instante.
Esse instante encontrou-se no meio dos olhos dele e dos olhos dela e depois, no meio das mãos dele e das mãos dela e dos lábios dele e dos lábios dela e entalado pelo corpo dele e o dela.
Esse instante já tinha sabor e cor e cheiro mas não tinha nome.
O instante sem nome era o seu nome.
E o instante podia rebentar qual bola de sabão ou transformar-se qual casulo.
E ele respirava e tinha vida e alma e querer e ele e ela não contavam para nada.
O instante era tudo e tudo era o instante.
E foi assim, sem saber o seu nome, nem o que fazer de si que do instante nasceu o para sempre.
Motivação à segunda
Por muita água que bebesse, nunca lhe passava a sede.
A lembraça da água que bebia dos lábios dela...
Outros tempos.
Tempo, tempos.
A vida perde-se entre tempos, entre perguntas e respostas, entre suspiros e hesitações.
A sede desaparece com a idade, dizem os cientistas.
A sede perde-se e a vida desaparece.
A lembraça da água que bebia dos lábios dela...
Outros tempos.
Tempo, tempos.
A vida perde-se entre tempos, entre perguntas e respostas, entre suspiros e hesitações.
A sede desaparece com a idade, dizem os cientistas.
A sede perde-se e a vida desaparece.
22.6.18
21.6.18
I want to see you.
Know your voice.
Recognize you when you
first come 'round the corner.
Sense your scent when I come
into a room you've just left.
Know the lift of your heel,
the glide of your foot.
Become familiar with the way
you purse your lips
then let them part,
just the slightest bit,
when I lean in to your space
and kiss you.
I want to know the joy
of how you whisper
"more
Rumi
20.6.18
Canta-nos Eugénio
Olhos postos na terra, tu virás
no ritmo da própria primavera,
e como as flores e os animais
abrirás nas mãos de quem te espera.
Que assim fosse
Por muitos turns havia sempre a certeza dos teus braços.
Isso e respirar eram as certezas da vida.
19.6.18
18.6.18
15.6.18
14.6.18
Fortificação
Sem nome
Só alma
Dias vencidos entre inspirações
Querer-te
Ser tua
Sussurrar para que se não ouça
E gritar violentamente por cada poro
Na neblina de fim de dia
Empurrando o futuro
Por um abraço só teu
Gemidos nossos
Forte seguro.
12.6.18
10.6.18
8.6.18
2.6.18
1.6.18
28.5.18
25.5.18
Work of fiction
Das minhas palavras não podes sair.
Em cada A que uso estás tu, em cada espaço vazio entre cada letra estás tu.
A minha poesia, toda a minha alma, és tu.
E não podes sair.
24.5.18
Grande grande
True love never has a happy ending, because there is no ending to true love.
Alexandre, o Grande
23.5.18
21.5.18
19.5.18
18.5.18
17.5.18
Poisoning
Um veneno suave que queima por dentro ao mesmo tempo que nos oferece a plenitude da serenidade temperada pelo desejo sem fim.
15.5.18
...
Sabeis decerto que o maior amor não é aquele que a palavra suave puramente exprime. Nem é aquele que o olhar diz, nem aquele que a mão comunica tocando levemente n'outra mão.
É aquele que quando dois seres estão juntos, não se olhando nem tocando os envolve como uma nuvem, que lhes (...)
Esse amor não se deve dizer nem revelar. Não se pode falar dele.
Fernando Pessoa
14.5.18
A miúda gosta e fala de sentimentos
...
Eu nem gosto,
De cartas, nem postais
Mas a miúda adora e diz que até cora e então lá vou eu
...
11.5.18
10.5.18
8.5.18
Qual é a inteligência artificial
O brain não distingue um sorriso verdadeiro de um sorriso falso, não distingue realidade de ficção.
"Tenho tanto sentimento..."
Pessoa
Pessoa
7.5.18
4.5.18
Havia nas ruas um cheiro a renascimento.
Era como se aos poucos, cada canto acordasse da dormência que se foi instalando ao longo do tempo.
É muito fácil a dormência.
Vão-se ignorando pequenas coisas, esquecendo outras, não se cuidam de algumas e de repente a dormência é tudo o que existe.
Mas na cidade, cheirava a novo, mas a um novo, não novo.
Um novo quase planeado numa continuidade que não exigia fôlego.
Às vezes, olhar para dentro também tem disto.
3.5.18
27.4.18
Nadinha.
Eres mi nada, cuando la gente me encuentra con la mirada perdida y me pregunta: ¿En que piensas?
Neruda
Neruda
26.4.18
Spring is a girl
Na Primavera há flores por todo o lado.
Nascem e nascem e nascem.
Na Primavera às vezes cheira a Verão.
E o Verão até é bom.
Na Primavera os dias embalam-nos.
São lentos e demorados.
Na Primavera a Primavera é mais feliz.
23.4.18
20.4.18
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