28.8.23

Brincadeira

De alma, de mãos, de línguas, de corpos.

Saudades da risota debaixo dos lençóis.

Da alegria de uma paixão.

Do silêncio doce de uma paixão.

Saudades.


18.8.23

Anónima

Há arte e arte

Nasce, sem se saber bem como, manifesta-se sem se saber como.

Canta-se, toca-se, escreve-se, representa-se, pinta-se.

Nasce.

Instrumentos, inspirações, registos.

Directa, oculta.

Nasce.

Abstrata, precisa, realista, fantasiosa. 

Telas, cadernos, folhas, cds, cassetes.

Nasce.

Fica, permanece, mais reconhecida, reconhecível, menos.

Fica.


6.7.23

Havia dias em que os barcos ficavam no mar mais tempo. 

Havia dias em que me apetecia ser barco e ficar na costa mais tempo. 

Havia tempos em que costa era tempo de férias, outros em que as tuas costas eram conforto e outros em que te queria ver pelas costas. 


14.6.23

Me encanta e eu escrevo


Viviam, respiravam e criavam nos mesmos metros quadrados de implantação.

Não sabiam bem há quanto tempo se conheciam, mas sabiam que gostavam um do outro.

Tem graça num mundo de competição e ambição e contas bancárias.

Um fumava, o outro adormecia cedo.

Não sabiam se o outro tinha visitas, não discutiam política.

Era uma amizade recheada de algum vinho, uns cigarros e só muito respeito.

Gostavam da massa cinzenta um do outro e também do trabalho um do outro. 

Além disso só talvez a confiança imensa no coração alheio.

Os dias a serem vividos por dois vizinhos, renomados, galardoados, num prédio, numa cidade.

A mesma paixão. 

Lá para a praça de Liege, no Porto.

16.5.23


Baila comigo.

Qual a importância de se ouvir a mesma canção, falar a mesma lingua, partilhar o mesmo código postal, ou dançar ao mesmo ritmo?

Onde começa e onde acaba o que temos de ter em comum?

E há ratings do que temos de ter em comum?

Modos à mesa, reação perante a adversidade, drive, silêncios, soluções, princípios (e fins ah), sonhos, contas bancárias, filhos.

E depois ainda há o que não temos de ter em comum mas que queremos e os nossos quereres que vamos encontrando ao longo da vida.

De repente vem-me a AI à cabeça e acho que o futuro é promissor.


12.5.23

Retalhos de músicas

Could it be love.

Could it just be reggae.

Maybe just a passage to Marrakech.

Maybe just a cold tremor before sunrise.


17.4.23


 

Primavera afogada de ti. 

14.4.23

Era sexta.

Às sextas apetecia sestar, aproveitar o ar. Inspirar o azul, torrar.

Lembrava-se das sextas que eram iguais às quintas, porque às quintas já se sabia que vinha a sexta e por isso eram a mesma coisa.

As terças e as quartas eram outra coisa.

Nesses dias podia ser-se sombrio, pensar em castanho, sentir a cinzento.

Nem era supersticiosa mas nesses dias cruzes credo, não se podia falar muito. Se calhar era supersticiosa. Na realidade era supersticiosa e em muitos dias do ano, desde o primeiro ao 31.

Também era de fingimentos.

Tanto fingia que se adormecia, ou embalava na criação. Na eventualidade de um pesadelo se aventurar pela noite dentro destemido, rendia-se à policromia da fingida.

Não tinha maquilhagem, nem sombras, principalmente não tinha sombras. Batom até tinha.

Era livre ou achava que era livre, não fazia grande diferença.



2.3.23

I wish I could cover my ears and be deaf. I wish I could be mute too. I wish time would be taken from me and tomorrow was only goodbye.

8.2.23

o ecrã nos olhos

os ouvidos nas teclas

o coração no social

assim media-se a vida.

27.1.23

Não sabia dar xoxos.

Sempre estivera com homens comprometidos, o beijo era já sexo.

Não sabia dar xoxos nem despir-se lentamente.

Porque eu tenho de deixar para a posteridade que girls rock.

Bloody hell man are slow.

Desabafos de uma mulher trabalhadora.

25.1.23


Havia a dos 7, a dos 30, a dos 80.

A linha da idade é percorrida sem paragem.

Somos todas, sou todas.

Tenho pena da que chegou antes do tempo, da que partiu antes do tempo.

Pena de tudo que é antes do tempo.

Nenhuma ficou para além do tempo.

Ainda.

13.1.23

Por cada palavra um suspiro de recreio.

Sempre foram suas as folhas de papel mas nunca as palavras.

As palavras eram roubadas sem data para devolução, sem pena, só com risco.

A prisão era outra, a do receio.

Em cada escolha ficava tanto por dizer, tudo por escrever.

Havia um ar sombrio em quase tudo o que sentia, e depois, havia um ar inocente em tudo o que sentia.

O tempo, a vida, acontecia no recreio dos desafios.

12.1.23

Queria ler-te o futuro. 

Dizer te amanhã.

Fechar as janelas.


27.12.22

acendiam-se luzes

Rasgava-se papel

Rolavam lágrimas desorientadas

na estrada

era o final do ano

tudo chegava ao fim 

Adeus e inicio

infinito de mim.

1.12.22

Escurecia lá fora, os pássaros, sem medo, faziam do vento o caminho.

O inverno é assim, escuro.

Rima com partida, com frio, com fim, com solidão e morte.

O inverno é assim, escuro, com intervalos.

Nos intervalos.

O inverno é grande.

19.8.22













E nas noites bem dormidas

Ouvia mais os gritos da solidão.


28.7.22

Amanhã fazes 21 anos.

Amanhã sou mãe há quase 22 anos.

Quis-te mesmo quando podias não poder nascer, sem hesitar.

Não te amamentei e isso custa-me, mas fui a que te adormeceu quando lutavas até ao segundo final contra a sono.

Amanhã faz 21 anos que te tornaste a minha vida.

Digo, a coisa mais importante da minha vida.

E quis ser a melhor, a mais dedicada, a que cria mais memórias, a que te dá o melhor colo, te enche o coração de amor, de mimo.  

E saltaste em poças e pintaste com os pés e foste borboleta e o Pai Natal escrevia-te e tiveste toda a magia que soube criar.

Essa foi a tua vida quando era minha e essa foi a minha vida.

Ser a que mais te poupa da dor e não quer dias cinzentos na tua vida.

Para o bem e para o mal esse é também o meu amar, desfazer cada problema e querer que seja leve ou descomplicado cada passo teu.

Fui a que te ensinou a ler, a que estudou contigo e por ti.

A que te cozinhou, te embalou, te ouviu, te aplaudiu.

Também aquela que te puxou do fundo, mais do que uma vez porque a vida não é fácil.

A que te limpou as lágrimas, te defendeu, lutou por ti na escola, no recreio, onde foi preciso.

A que te deu força quando não a tinha, pintou o mundo de rosa quando o via negro.

Te protegeu do medo quando tremia com ele.

A que vê as tuas cores, a tua honestidade, a tua esperteza, a tua gentileza, a tua força, a tua determinação, a tua vulnerabilidade, a tua insegurança.

E amanhã são 21 anos e 21 anos já são muitos anos.

Já deviam ser anos suficientes para me quereres bem. Para saberes que quero o melhor para ti. Para saberes que também mereço o melhor e que não sou perfeita e isso é ok.

Amanhã são 21 anos e 21 anos cheios de muita coisa boa, de alguns desafios, mas de uma constante, estive sempre ao teu lado.

Vou estar sempre ao teu lado. Do meu jeito, com as minhas qualidades e os meus defeitos, mas sempre ao teu lado.

E quero dias da mãe e quero mimos e quero agradecimentos e quero colo e quero alegria e amizade e programas a duas e gargalhadas a duas e uma vida de mãe e filha que honre cada ano que vivemos juntas.

Porque já basta o dia em que a vida ou a morte nos separará.

5.7.22

Era nas que não te dizia

Era nas que não ouvia

Era nas que não escrevia

Era nas que não podia pensar

Era nessas que estava o futuro.

3.7.22

Painting the world











I'm pretending

Just pretending

Pretending that you're on my side
Pretending everything is open wide
Pretending you're not just along for the ride
Pretending it can't be tonight
Just pretending
Just pretending

Van the Man

8.6.22





















Vinha cada vez mais rápido

O verão

As cerejas nem tinham tempo

3.6.22

 Profundo silêncio 

quando a distância te silencia

Profundo silencio

ritmado pelo rebentar do coração

Qual maré perdida.

16.5.22

20.4.22

7.3.22

 

Amamos em quantas línguas?

27.2.22

O meu segredo

Há uma solidão justificada, aquela das quatro paredes, aquela do silêncio indesejado, aquela das noites vazias.

Depois há aquela solidão que não se pode perder, aquela que é sinal laranja e nos protege de nós mesmos.


2.2.22

Queria os livros.

Os que estavam por ler, os que tinham sido lidos, os que estavam por acabar, os que estavam por escrever.

Queria os livros e as histórias dos livros. Os romances, os poemas, os dramas-

Queria os livros.

As lombadas, os tipos de letra, a ramagem das folhas.

Queria os livros.

As personagens, os cenários, as cores.

Queria os outros para não estar.



16.1.22

Covid

Que as paredes nunca me encolham a alma.

16.12.21

 A morte não dá jeito nenhum.


1.12.21

Singular

Sentia a sombra 

das gaivotas 

que sobrevoava a sua alma.


11.10.21

CV

Eu sabia o teu cheiro, o teu sabor, a tua pele.

Eu sabia o teu sono, a tua fome, o teu medo. 

Eu sabia o teu orgulho, o teu vento, a tua alma. 

Eu sabia o teu cabelo, o teu mergulho, o teu andar.

Eu sabia as tuas mãos, a tua boca, o teu inglês.

Eu sabia a tua procura, a tua perda, o teu calar. 

Eu sabia o teu amar, o teu sofrer, o teu querer. 

Eu só não podia saber o teu adeus. 

9.10.21

 

How do you remember me?

6.9.21

Quando me chamas por outro nome queres-me a mim ou honestamente segues o coração.


21.8.21

Matamos o tempo?

7.8.21

 

Nuno Artur Silva

4.8.21

 

Say no more.

3.8.21






















Demorados os dias que despem memórias
Ou lembram um passado presente. 

2.8.21

Escrever para descrever o peso da tua mão

O amparo do teu abraço

O segredo do teu colo

30.7.21

 Qual é a cor do silêncio?

30.6.21

Pouco.

Tanto.

Tanto que não respiro.

Pouco que não me chego.


28.3.21

No dia em que te vi
Ou quando me beijaste
Naquele dia
Sem vidros sem cercas
Havia café ou chá
No dia em que te vi
Ou quando me beijaste
O tempo devia ter parado. 

8.3.21

My darling the silence
No universo do ruido, o silencio.
O teu silencio.

10.2.21

Entre as quatro paredes havia uma muralha

Numa muralha escondia as minhas asas.

Havia tempo para voar e tempo para recolher

A recolha era mais funda quanto maior o medo da prisão

Quanto maior o medo da fuga

As quatro paredes

As paredes

As muralhas

refugios falsos do mundo

Onde só se ouve um nome

Onde só houve um nome.

3.2.21

Quero apenas cinco coisas...
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.
Neruda 

23.1.21

Quanto menos dizias mais eu te ouvia. 

13.1.21

Este tempo pede abraços. 

11.1.21

Pandã

A alegria

A liberdade

A glória

Da escolha das palavras para o papel

3.1.21



E quando o ano nasce. 
Há uma dor que vem da dor 
Não se consegue explicar nem parar
Se calhar podia evitar se
Se calhar não. 
Ha uma dor que dói mais do que o que foi. 
Uma dor carregada de um passado que merece palavrão. 

21.12.20

Sempre. Para sempre.

A noite abre os seus ângulos de lua
E em todas as paredes te procuro
A noite ergue as suas esquinas azuis
E em todas as esquinas te procuro
A noite abre as suas praças solitárias
E em todas as solidões eu te procuro
Ao longo do rio a noite acende as suas luzes
Roxas verdes azuis.
Eu te procuro.

Sophia 

8.12.20

Aniversário 
Dia de contar dias
E anos
Dia de perder anos


7.12.20

E a ausência pesa mais que a presença. 

5.12.20

Depois de todas as luas
Depois de todas as marés
Depois de todas as estações
Aí, ainda, te procurarei. 

3.12.20

as palavras
não dizem o mundo
 
dizem o desejo
de dizer o mundo

Luis Ene

26.11.20

Faltavam as nuvens que adivinham a chuva e marcam o fim do passeio. 
Sem elas era ainda um caminho. 

21.11.20

Máscaras dos dias
Não se limpam lágrimas
Não se revelam mágoas
Não se beijam sorrisos
Mascarados nós, os outros
Todos
E o futuro só existe no papel

Vidência

A certeza das vírgulas e dos finais, das reticências e dos pontos e vírgula. 
Sinais a pontuar as linhas dos cadernos ou as palmas das mãos. 

11.11.20


For all the tears that come from laughter. 

7.11.20

Pressentimento de futuro a cada passo que fica por dar. 

29.10.20

 Uma ode ao mar porque ainda é outubro. 


Come talk to me. 

Da procura por um filho, da perda de outro.

Talk to me.

Daquelas dores enterradas, perdidas e sempre achadas.

Das traições e dos perdões e do balanço de tanta dor.

Come talk to me.

Da vida e do que nos rouba, do que nos dá.

Da vida que é amarga.

Da vida que é pouca.

Come talk to me.

Das derrotas e sobretudo das máscaras.

Das máscaras das máscaras das máscaras.

 

27.10.20

A expectativa.

Tramada.

Na espera, no desejo, na vontade, na perda.

Safada.

A corajosa.

 

2.10.20

Antes das saudades acabarem há ainda mais saudades.

e mesmo quando o fim está a chegar chegam retalhos de pedaços de tempos de saudades felizes.

São umas vendidas as saudades.

E são umas vendedoras de corações.


29.9.20

Eu queria ser do tempo em que o tempo não era contato

Eu queria ser do tempo em que as estações mandavam mais

Eu queria ser do tempo em que as árvores tinham mais cor e menos forma

Eu queria ser do tempo em que o sonho do amor podia ser verdadeiro

Eu queria ser do tempo em que os sonhos se escreviam em cartas

Eu queria ser do tempo em que havia musas e poetas sem vida

Eu queria ser do tempo em que não pedíamos muito porque o pouco já o era

Eu queria ser do tempo em que morriamos novos e havia menos adeus a dizer. 

25.9.20

Paredes meias

Dias acabados

semana perdida

16.9.20


Bukowski

15.9.20

 Há palavras que se atravessam no meu caminho.

Como cheiros que nos revisitam ou sabores que trazem passado.

Há palavras que se atravessam no meu caminho.

Como destino que não posso contornar.

 

14.9.20



A soma das nossas decisões. 

11.9.20




and just like that 

8.9.20

O Cais sem conjugação

É onde chegamos

É de onde partimos

7.9.20

SoS

Um código nas ditas. 
Um código nas por dizer. 

3.9.20

yeah sure


Ainda há dores sem palavras

não são magoas, nem ressentimentos, nem zangas, nem sofrimentos.

E são isso tudo. 

Ainda há sentires sem palavras e é nesses sentires que o ser cresce e é nessa procura que o ser se descobre.

2.9.20

 Ausencia de pensamento

neste canto 

virada para mim

sentir não vale a pena

se a pena são metades

virada para mim

nas velas da minha

Alma.

1.9.20

Se

setembro.

setembro.

Setembro.


28.8.20

 

E volto a Sophia. 
E a vida me volta sempre que me volto a ela.
Vivia instantes no mar e eu nela.

26.8.20

Quando chega o fim de Agosto chega o fim do ano.

O tempo dos balanços, dos fechos, do haver e dos deves.

Contabilidade de sentimentos.


24.8.20

Pelos caminhos 

bloqueios, recuos, becos, travagens,

engarrafamentos, encarnados.

As coisas deste mundo

10.8.20

 

Há dias em que a vontade de escrever é tão grande que não escrevo.

 

Há uma hora, um segundo certo.

5.8.20

O que fazia pelo que foi.

3.8.20

E pedia
sombra e desapego
certezas e finais.
Do futuro
Segredava o vazio
a leveza dos passos
sem gravidade
num espaço que não existia
E por fim não havia fim
e o amor era uma ancora.

6.7.20

Show me your hands


And I will tell you your future.

30.6.20

The reality is the picture; it is most certainly not in the picture"
Georg Baselitz
No point of being photogenic.

20.6.20

Patti Smithando

“Não nos podemos limitar a viver”
Por isso escrevemos. 
Por isso mascaramos o que sentimos e sentimos o que descrevemos.
Por isso batalhamos em palavras e das palavras nos escondemos. 
Assim passa o tempo que nunca passa no papel. 

10.6.20

Far far away is a place in me
Far far away is where my future sleeps
Far far away goodbye meant hello
Far far away the end was always the start
Far far away in the land of never nothing was to happen

Escutar o silêncio no fundo do mar ou 
Só 
Os teus braços de trovão.




























If I write bold does that make me bold?


30.5.20

Por mais

Por mais que te amasse
Havia medo
Medo da dor
Das faltas 
Da distância chegar
Do tempo apagar
Tempo finito
Na certeza do tempo finito 
Se o eu fosses tu, tu serias eu?

26.5.20


















Nem eram encruzilhadas, nem havia jogadas, nem pontos, nem dados.
Era o fim de uma VHS, os 100 metros finais, o fim do rolo, o apagar da vela.
O cansaço tem destas aflições em que nem a meia inspiração se chega.

16.5.20

























Não me auscultes.
Escuta.
Embala-me nos meus silêncios. 
Deixa-me flutuar neste mundo sem barreiras nem fronteiras.
há um fio, um cordel, um laço.
Desde aqui até ai.
Sempre.
Sem medo.
Com vontade, como um voo de regresso a casa na primavera.
Mas deixa-me neste mundo sem barreiras nem fronteiras.
Etérea-
Sem medo.
Só livre.
Demais.
Mas há um fio, um cordel, um laço.
Embala-me nos meus silêncios.
Escuta.
Não me auscultes.
Presa sem me prenderes.
Se me prenderes, sem presa.

30.4.20

On a mission


Como se viesse de outros países
Como se voltasse aos sabores de casa
Como se fosse nua
Despojada
Abandonada
tropeçando ao sabor do vento
Para cair no teu colo de sede.

14.4.20

   Saltitavam perdidas
   Numa roda sem saída
   As meninas de saias rodadas.
Os dias nascem novos.
Os dias crescem novos.
Os dias morrem novos.
Só ontem e amanhã têm tempo.

13.4.20
















Era no silencio que se ouvia.

10.4.20

De todos os cantos
era o da solidão que conseguia ouvir
em rima.

8.4.20

Territorial


   Querer
   O terror do verbo querer
   quem quer não tem
   Não ter é terror
   assim no amor
   assim.