Viviam, respiravam e criavam nos mesmos metros quadrados de implantação.
Não sabiam bem há quanto tempo se conheciam, mas sabiam que gostavam um do outro.
Tem graça num mundo de competição e ambição e contas bancárias.
Um fumava, o outro adormecia cedo.
Não sabiam se o outro tinha visitas, não discutiam política.
Era uma amizade recheada de algum vinho, uns cigarros e só muito respeito.
Gostavam da massa cinzenta um do outro e também do trabalho um do outro.
Além disso só talvez a confiança imensa no coração alheio.
Os dias a serem vividos por dois vizinhos, renomados, galardoados, num prédio, numa cidade.
A mesma paixão.
Lá para a praça de Liege, no Porto.

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