4.5.18

Havia nas ruas um cheiro a renascimento.
Era como se aos poucos, cada canto acordasse da dormência que se foi instalando ao longo do tempo.
É muito fácil a dormência.
Vão-se ignorando pequenas coisas, esquecendo outras, não se cuidam de algumas e de repente a dormência é tudo o que existe.
Mas na cidade, cheirava a novo, mas a um novo, não novo. 
Um novo quase planeado numa continuidade que não exigia fôlego.
Às vezes, olhar para dentro também tem disto.


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