23.1.26
Tomo café com as tuas amigas, calço os teus sapatos, visito o teu marido, dou de comer ao teu gato.
E lembro-me de tudo e penso em tudo e revivo tudo mas nada resolve este meu faz de conta.
Assim vou, continuando a inventar os teus passos presentes.
7.1.26
11.11.25
. ou ...
.
E assim, com todos os avisos e com o tempo que o tempo nos deu, partiste.
E esta partida não é uma partida qualquer.
É uma partida que quero sentir todos os dias da minha vida.É uma saudade que quero que bata à porta a cada raio de sol, a cada gota de chuva, a cada sopro do vento.
Não me visitas em sonhos, não me dás sinais, não te sinto.
Só te perdi.
E perdi-te tanto.
Quase tanto como te amei, te amo.
2.9.25
Ainda rimos.
No meio das tuas inspirações quase artificiais ainda rimos e queria congelar no tempo esse riso.
Um riso já descabelado, sem baton encarnado mas ainda assim um som que não quero perder.
Vai fazer-me tanta falta.
E ao mesmo tempo que quero que partas, que partas leve, quero prender-te com uma ancora e não te deixar seguir.
E ao mesmo tempo que te quero leve e livre e solta, quero segurar-te para sempre.
É muito cedo mãe.
2.7.25
Vinha-me ao ouvido aquela música "please don't go, don't go, don't go away".
E não era só o sol de Julho, nem o vento de levante, nem os campos dourados, nem nada, trás tu.
Não vás. Não vás ainda.
A perda é uma merda e vivemos e sobrevivemos mesmo quando não queremos sobreviver.
Uma merda e vou ter saudades deste verão, e de ontem e de anteontem.
Saudades de tudo o que foi e de que por vir me fará falta.
Don't go, please don't go.
27.5.25
10.4.25
Num close up fotográfico
abstrato, sem definição
O que vês, o que viste
Na semelhança das palavras escritas há muito tempo, na profundidade de um olhar fotografado, no dramatismo dos pigmentos escolhidos
Terá toda a arte a sorte de guardar todos os sentimentos passados
Haverá em toda a arte a profundidade de tudo o que fomos.
Como o sabor de umas bolachas de criança, o cheiro de um perfume perdido nas memórias e reencontrado no presente.
Haverá em toda a arte o sufoco e o encanto que sentimos naquele tempo.
21.2.25
20.2.25
Me.

Sing me a melody.
Don't drive, stop the car.
Sing me a melody
One that makes me smile and even cry.
Sing me a melody
Fly me over our lives, each centimetre with our fingers, our souls, our bodies.
Sing me a melody.
For the sake of life.
For the sake of love.
For the sake of having me.
Quando te conjugava no passado
Havia uma neblina de início do dia
Cheirava a campo e a mar
Ouvia-se o chilrear mais prometido de Primavera
Passado rimava com véu e lençol e manto
Do teu corpo, do teu abraço.
Imaginado, dado, sonhado.
Passado.
Pedido.
Perdido.
E se te ouvia no já
Tremia
Do negrume
Da queima roupa
Despida que fiquei
Na dor do que acabou
Partido.
11.2.25
20.9.24
6.9.24
2.9.24
23.8.24
Vem,
Por onde fores vem.
Descobre o futuro comigo.
Caminha ao meu lado, aperta-me, prende-me.
Vem,
E no ir das ondas, prende-me ainda mais.
Sentirás o vento desta alma,
O medo que explode.
Vem,
Por onde formos.
Pisaremos os passos que já demos.
Lembraremos os sorrisos que já sorrimos.
Vem,
E no ir das nuvens, aperta-me ainda mais.
Porque a vida me foge sem ti.








