18.3.18

O masculino mais doce

O Amor

Estou a amar-te como o frio 
corta os lábios. 

A arrancar a raiz 
ao mais diminuto dos rios. 
A inundar-te de facas, 
de saliva esperma lume. 
Estou a rodear de agulhas 
a boca mais vulnerável 
A marcar sobre os teus flancos 
o itinerário da espuma 
Assim é o amor: mortal e navegável. 

Eugenio

17.3.18

Voices


Talking to me. 


14.3.18

O controlo das palavras é talvez o único controlo que vale a pena. 

13.3.18

Easy.

Only if I could be the sea. 

5.3.18

Do poder das reticências que olvidam as lutas de Pablo.

(...) (...) (...)

Pero
si cada día, 
cada hora
sientes que a mí estás destinada 
con dulzura implacable.
Si cada día sube 
una flor a tus labios a buscarme, 
ay amor mío, ay mía, 
en mí todo ese fuego se repite, 
en mí nada se apaga ni se olvida, 
mi amor se nutre de tu amor, amada, 
y mientras vivas estará en tus brazos 
sin salir de los míos.


Neruda
Queria dizer
Das pequenas estrelas que escapam pelos meus dedos
Quando a chuva é demorada

Queria cantar
Dos segredos brilhantes da minha alma
Quando sobrevoo em pontas

Queria saber
Do sabor dos teus lábios cujos contornos estão esquecidos
Quando os dias são frios

Queria pedir
Dos desejos o de saber querer e pedir e pedir
Quando me perdoar por ser.

27.2.18

Like that


Não estou certo de que a descoberta do amor seja necessariamente mais deliciosa que a descoberta da poesia.

Memórias de Adriano
Marguerite Yourcenar

26.2.18

Por ler-me, ler-te

Rapidez vacilante
Os teus 
Dos meus        suspiros
Provocados
Aqui           e milhas além
Nas entrelinhas
Batidas de palavras 
Surdas
Perde-se tudo
Nada se pode
Quando tudo se esconde
Nada se pode
Pressinto mais do que sinto
E hoje sente-se adeus. 

São para te ver melhor. 

25.2.18

Noites escuras
gastas
Imanes de perdição
Dualidade de não te querer
Na convicção de somebody
E depois

Partes sempre cedo de mais.

23.2.18

 Ceci n’est pas une histoire d’amour. 

21.2.18

Generaliza pra mim.



It doesn’t mean I do.

19.2.18

Medo. 
Medo do medo que cresce. 
Medo do medo que não diminui. 
Medo porque o medo não sabe parar. 
Filosoficamente interessada nas linhas ténues do interesse.