18.3.18

O masculino mais doce

O Amor

Estou a amar-te como o frio 
corta os lábios. 

A arrancar a raiz 
ao mais diminuto dos rios. 
A inundar-te de facas, 
de saliva esperma lume. 
Estou a rodear de agulhas 
a boca mais vulnerável 
A marcar sobre os teus flancos 
o itinerário da espuma 
Assim é o amor: mortal e navegável. 

Eugenio

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