15.1.13

E assim, de frente para o rio.
Entre as nuvens escuras, os raios de sol.
Entre o dizer-te adeus.
O dizer-te olá.
E adeus de novo
Numa promessa às gaivotas.

11.1.13


Sou pequenina e gigante.

10.1.13

A new road ahead. My clean Mesopotamia.

9.1.13

And I am just a boy.
Não é meia noite quem quer.

8.1.13



Hoje podia ser Segunda-Feira de manhã, podia ter uma semana toda à frente, prontinha a ser estreada.
Não é Segunda-Feira e já comecei ontem a sujar este mapa semanal.
Minutos, horas, dias.
Não sei muito bem para onde vai o tempo em que não fazemos nada.
Também não sei qual é o tempo em que não faço nada.
O meu cérebro anda em excesso de velocidade involuntário. Já o meu coração é um caracol solitário.
Não tem mal gostar da solidão, eu acho.
Há algo de muito valente nesse amor.
A paz de uma viagem sozinha no carro, num silêncio que só nos kms conseguia encontrar, recuperada.
A paz da solidão, banhada pelas ondas do mar, sabe melhor que uma paixão.
Desculpem, mas sabe.

6.1.13

Sonhei com o instante, o segundo. O encontro e o virar do fim.
Ouvi as melodias que guardei nos instantes que sonhei.

New Year. Do you love me?


30.12.12


Falling in love. Falling apart.

Wishes de solidão.


Quando eu consigo mas não quero viver sem ti.

18.12.12


Tired. Just so tired.

14.12.12

Inside


Há uma serenidade imensa na serenidade.
É, assim de repente, um vazio cheio.
Um contentamento também na ausência, uma paz que se calhar só podemos sentir connosco próprios.
Sozinhos.
Será a serenidade a pureza da solidão? De uma solidão rica.

De onde nos vem, como deixamos que parta, como fazê-la permanecer?
Dezembro é um mês de convulsões que não são mais do que a vitória da minha alma.



Quantos segredos cabem no pretérito imperfeito?


Se me puderes ouvir

O poder ainda puro das tuas mãos
é mesmo agora o que mais me comove
descobrem devagar um destino que passa
e não passa por aqui

à mesa do café trocamos palavras
que trazem harmonias
tantas vezes negadas:
aquilo que nem ao vento sequer
segredamos

mas se hoje me puderes ouvir
recomeça, medita numa viagem longa
ou num amor
talvez o mais belo 


Tolentino Mendonça