28.1.13
Not alone.
Até o mar tinha medo
Medo quando a névoa
A névoa descia sob ti
Sob ti, teus ombros.
Halo de passado.
27.1.13
Bom domingo
Que amor não me engana
Com a sua brandura
Se da antiga chama
Mal vive a amargura
Duma mancha negra
Duma pedra fria
Que amor não se entrega
Na noite vazia?
E as vozes embarcam
Num silêncio aflito
Quanto mais se apartam
Mais se ouve o seu grito
Muito à flor das águas
Noite marinheira
Vem devagarinho
Para a minha beira
Em novas coutadas
Junto de uma hera
Nascem flores vermelhas
Pela Primavera
Assim tu souberas
Irmã cotovia
Dizer-me se esperas
Pelo nascer do dia
Zeca Afonso
Que Amor Não Me Engana
25.1.13
23.1.13
Flores
"Olha, as flores que quase me" ofereceste "continuam a florir."
alguns homens nem nisso chegam a pensar.
tu pensaste. e ao chegar
disseste que me querias comprar flores
mas não chegaste a comprar.
(...)
Wendy Cope
22.1.13
21.1.13
20.1.13
19.1.13
18.1.13
17.1.13
16.1.13
15.1.13
11.1.13
10.1.13
9.1.13
8.1.13
Hoje podia ser Segunda-Feira de manhã, podia ter uma semana toda à frente, prontinha a ser estreada.
Não é Segunda-Feira e já comecei ontem a sujar este mapa semanal.
Minutos, horas, dias.
Não sei muito bem para onde vai o tempo em que não fazemos nada.
Também não sei qual é o tempo em que não faço nada.
O meu cérebro anda em excesso de velocidade involuntário. Já o meu coração é um caracol solitário.
Não tem mal gostar da solidão, eu acho.
Há algo de muito valente nesse amor.
A paz de uma viagem sozinha no carro, num silêncio que só nos kms conseguia encontrar, recuperada.
A paz da solidão, banhada pelas ondas do mar, sabe melhor que uma paixão.
Desculpem, mas sabe.
6.1.13
31.12.12
30.12.12
29.12.12
28.12.12
18.12.12
14.12.12
Inside
Há uma serenidade imensa na serenidade.
É, assim de repente, um vazio cheio.
Um contentamento também na ausência, uma paz que se calhar só podemos sentir connosco próprios.
Sozinhos.
Será a serenidade a pureza da solidão? De uma solidão rica.
De onde nos vem, como deixamos que parta, como fazê-la permanecer?
Dezembro é um mês de convulsões que não são mais do que a vitória da minha alma.
Se me puderes ouvir
O poder ainda puro das tuas mãos
é mesmo agora o que mais me comove
descobrem devagar um destino que passa
e não passa por aqui
à mesa do café trocamos palavras
que trazem harmonias
tantas vezes negadas:
aquilo que nem ao vento sequer
segredamos
mas se hoje me puderes ouvir
recomeça, medita numa viagem longa
ou num amor
talvez o mais belo
Tolentino Mendonça
13.12.12
E na Primavera tacteiam-se caras para nunca mais esquecer e descobrem-se gargalhadas e passeia-se descalço e de mãos dadas.
Na Primavera vivem-se retalhos que se guardam mas que nunca se querem deixar de viver.
Primavera. Presente.
"Eu sabia que seria apenas depois de te teres ido embora que iria perceber a completa extensão da minha felicidade e, alas! o grau da minha perda também. Ainda não a consegui ultrapassar, e se não tivesse à minha frente aquela caixinha pequena com a tua doce fotografia, pensaria que tudo não teria passado de um sonho do qual não quereria acordar. Contudo os meus amigos dizem que é verdade, e eu próprio consigo-me lembrar de detalhes ainda mais charmosos, ainda mais misteriosamente encantadores do que qualquer fantasia sonhadora poderia criar. Tem que ser verdade. Martha é minha, a rapariga doce da qual todos falam com admiração, que apesar de toda a minha resistência cativou o meu coração logo no primeiro encontro, a rapariga que eu receava cortejar e que veio para mim com elevada confiança, que fortaleceu a minha confiança em mim próprio e me deu esperanças e energia para trabalhar, na altura que eu mais precisava.
Beijo
Beijos.
Sofridos.
Soprados.
Roubados.
Demorados.
Tristes. Frios.
Apaixonados.
De principio, de adeus.
Beijos. Um universo de voos e quedas.
Sofridos.
Soprados.
Roubados.
Demorados.
Tristes. Frios.
Apaixonados.
De principio, de adeus.
Beijos. Um universo de voos e quedas.
12.12.12
Shhhhh
O silêncio é um amparo
Evitam-se as convulsões
Das temperaturas altas
Tensões baixas
Num conflito dentro de um mesmo
Coração.
11.12.12
Ensaios
Telas brancas.
Páginas brancas.
Lençois.
Sem ensaios, afogamos cores, matamos almas, choramos a morte.
Assim os dias de cinzas.
Subscribe to:
Posts (Atom)

















































