28.1.13

Esta é para ti, inspirada!


Reconfortante.

Not alone.


Até o mar tinha medo
Medo quando a névoa
A névoa descia sob ti
Sob ti, teus ombros.
Halo de passado.

If music be the food of love, play on.
Shakespeare

27.1.13

The truth...


Bom domingo



Que amor não me engana
Com a sua brandura
Se da antiga chama
Mal vive a amargura
Duma mancha negra
Duma pedra fria
Que amor não se entrega
Na noite vazia?


E as vozes embarcam
Num silêncio aflito
Quanto mais se apartam
Mais se ouve o seu grito
Muito à flor das águas
Noite marinheira
Vem devagarinho
Para a minha beira

Em novas coutadas
Junto de uma hera
Nascem flores vermelhas
Pela Primavera
Assim tu souberas
Irmã cotovia
Dizer-me se esperas
Pelo nascer do dia

Zeca Afonso
Que Amor Não Me Engana

25.1.13

Let the show begin.
Séc. XXI ou quase 40's? João Ratão procura Joaninha!

24.1.13










Sem atalhos, caminhos mais longos levam a finais mais felizes.

Suspiro ao fim das barricadas.

Misrepresentation: It isn't A deep hole!

Búzios

23.1.13


But we get there!


Flores

"Olha, as flores que quase me" ofereceste "continuam a florir." 

alguns homens nem nisso chegam a pensar.
tu pensaste. e ao chegar
disseste que me querias comprar flores
mas não chegaste a comprar.
(...)
Wendy Cope

22.1.13

I wish I could have been this professional today.

Será que ultrapassamos as situações da vida ou apenas nos acostumamos a elas?
Então se calhar tudo permanece e nós à sua volta.

Who are you?


A change of perspective.

20.1.13

18.1.13

17.1.13

Don't say it.
Let me dream!

16.1.13

15.1.13

E assim, de frente para o rio.
Entre as nuvens escuras, os raios de sol.
Entre o dizer-te adeus.
O dizer-te olá.
E adeus de novo
Numa promessa às gaivotas.

11.1.13


Sou pequenina e gigante.

10.1.13

A new road ahead. My clean Mesopotamia.

9.1.13

And I am just a boy.
Não é meia noite quem quer.

8.1.13



Hoje podia ser Segunda-Feira de manhã, podia ter uma semana toda à frente, prontinha a ser estreada.
Não é Segunda-Feira e já comecei ontem a sujar este mapa semanal.
Minutos, horas, dias.
Não sei muito bem para onde vai o tempo em que não fazemos nada.
Também não sei qual é o tempo em que não faço nada.
O meu cérebro anda em excesso de velocidade involuntário. Já o meu coração é um caracol solitário.
Não tem mal gostar da solidão, eu acho.
Há algo de muito valente nesse amor.
A paz de uma viagem sozinha no carro, num silêncio que só nos kms conseguia encontrar, recuperada.
A paz da solidão, banhada pelas ondas do mar, sabe melhor que uma paixão.
Desculpem, mas sabe.

6.1.13

Sonhei com o instante, o segundo. O encontro e o virar do fim.
Ouvi as melodias que guardei nos instantes que sonhei.

New Year. Do you love me?


30.12.12


Falling in love. Falling apart.

Wishes de solidão.


Quando eu consigo mas não quero viver sem ti.

18.12.12


Tired. Just so tired.

14.12.12

Inside


Há uma serenidade imensa na serenidade.
É, assim de repente, um vazio cheio.
Um contentamento também na ausência, uma paz que se calhar só podemos sentir connosco próprios.
Sozinhos.
Será a serenidade a pureza da solidão? De uma solidão rica.

De onde nos vem, como deixamos que parta, como fazê-la permanecer?
Dezembro é um mês de convulsões que não são mais do que a vitória da minha alma.



Quantos segredos cabem no pretérito imperfeito?


Se me puderes ouvir

O poder ainda puro das tuas mãos
é mesmo agora o que mais me comove
descobrem devagar um destino que passa
e não passa por aqui

à mesa do café trocamos palavras
que trazem harmonias
tantas vezes negadas:
aquilo que nem ao vento sequer
segredamos

mas se hoje me puderes ouvir
recomeça, medita numa viagem longa
ou num amor
talvez o mais belo 


Tolentino Mendonça

13.12.12

E na Primavera tacteiam-se caras para nunca mais esquecer e descobrem-se gargalhadas e passeia-se descalço e de mãos dadas.
Na Primavera vivem-se retalhos que se guardam mas que nunca se querem deixar de viver.
Primavera. Presente.



"Eu sabia que seria apenas depois de te teres ido embora que iria perceber a completa extensão da minha felicidade e, alas! o grau da minha perda também. Ainda não a consegui ultrapassar, e se não tivesse à minha frente aquela caixinha pequena com a tua doce fotografia, pensaria que tudo não teria passado de um sonho do qual não quereria acordar. Contudo os meus amigos dizem que é verdade, e eu próprio consigo-me lembrar de detalhes ainda mais charmosos, ainda mais misteriosamente encantadores do que qualquer fantasia sonhadora poderia criar. Tem que ser verdade. Martha é minha, a rapariga doce da qual todos falam com admiração, que apesar de toda a minha resistência cativou o meu coração logo no primeiro encontro, a rapariga que eu receava cortejar e que veio para mim com elevada confiança, que fortaleceu a minha confiança em mim próprio e me deu esperanças e energia para trabalhar, na altura que eu mais precisava. 


Quando tu voltares, querida rapariga, já terei vencido a timidez e estranheza que até agora me inibiu perante a tua presença. Iremos sentar-nos de novo sozinhos naquele pequeno quarto agradável, vais-te sentar naquela poltrona castanha , eu estarei a teus pés no banquinho redondo, e falaremos do tempo em que não existirá diferença entre noite e dia, onde não existirão intrusos nem despedidas, nem preocupações que nos separem. A tua amorosa fotografia. No início, quando eu tinha o original à minha frente não pensei nada sobre a mesma; mas agora, quanto mais olho para ela mais esta se assemelha ao objecto amado; espero que o rosto pálido se transforme na cor das nossas rosas, e que os braços delicados se desprendam da superfície e prendam a minha mão; mas a imagem preciosa não se move, parece apenas dizer: «Paciência! Paciência” Eu sou apenas um símbolo, uma sombra no papel; a tua amada irá voltar, e depois podes negligenciar-me de novo». Eu gostaria imenso de colocar esta fotografia entre os deuses da minha casa que pairam acima da minha secretária, mas embora eu possa mostrar os rostos severos dos homens que reverencio, quero esconder a face delicada da minha amada só para mim. Vai continuar na tua pequena caixinha e eu não me atrevo a confessar a quantidade de vezes, nestas últimas vinte e quatro horas, que tranquei a minha porta para poder tirar a fotografia da caixa e refrescar a minha memória. Carta de Sigmund Freud a Martha Bernays, 19 de Junho 1882 (excerto)"


A Primavera no ar no mês de Dezembro.

Beijo

Beijos.
Sofridos.
Soprados.
Roubados.
Demorados.
Tristes. Frios.
Apaixonados.
De principio, de adeus.
Beijos. Um universo de voos e quedas.

12.12.12

Shhhhh


O silêncio é um amparo
Evitam-se as convulsões
Das temperaturas altas
Tensões baixas
Num conflito dentro de um mesmo
Coração.

11.12.12

Ensaios

Telas brancas.
Páginas brancas.
Lençois.
Sem ensaios, afogamos cores, matamos almas, choramos a morte.
Assim os dias de cinzas.