21.12.20

Sempre. Para sempre.

A noite abre os seus ângulos de lua
E em todas as paredes te procuro
A noite ergue as suas esquinas azuis
E em todas as esquinas te procuro
A noite abre as suas praças solitárias
E em todas as solidões eu te procuro
Ao longo do rio a noite acende as suas luzes
Roxas verdes azuis.
Eu te procuro.

Sophia 

8.12.20

Aniversário 
Dia de contar dias
E anos
Dia de perder anos


7.12.20

E a ausência pesa mais que a presença. 

5.12.20

Depois de todas as luas
Depois de todas as marés
Depois de todas as estações
Aí, ainda, te procurarei. 

3.12.20

as palavras
não dizem o mundo
 
dizem o desejo
de dizer o mundo

Luis Ene

26.11.20

Faltavam as nuvens que adivinham a chuva e marcam o fim do passeio. 
Sem elas era ainda um caminho. 

21.11.20

Máscaras dos dias
Não se limpam lágrimas
Não se revelam mágoas
Não se beijam sorrisos
Mascarados nós, os outros
Todos
E o futuro só existe no papel

Vidência

A certeza das vírgulas e dos finais, das reticências e dos pontos e vírgula. 
Sinais a pontuar as linhas dos cadernos ou as palmas das mãos. 

11.11.20


For all the tears that come from laughter. 

7.11.20

Pressentimento de futuro a cada passo que fica por dar. 

29.10.20

 Uma ode ao mar porque ainda é outubro. 


Come talk to me. 

Da procura por um filho, da perda de outro.

Talk to me.

Daquelas dores enterradas, perdidas e sempre achadas.

Das traições e dos perdões e do balanço de tanta dor.

Come talk to me.

Da vida e do que nos rouba, do que nos dá.

Da vida que é amarga.

Da vida que é pouca.

Come talk to me.

Das derrotas e sobretudo das máscaras.

Das máscaras das máscaras das máscaras.

 

27.10.20

A expectativa.

Tramada.

Na espera, no desejo, na vontade, na perda.

Safada.

A corajosa.

 

2.10.20

Antes das saudades acabarem há ainda mais saudades.

e mesmo quando o fim está a chegar chegam retalhos de pedaços de tempos de saudades felizes.

São umas vendidas as saudades.

E são umas vendedoras de corações.


29.9.20

Eu queria ser do tempo em que o tempo não era contato

Eu queria ser do tempo em que as estações mandavam mais

Eu queria ser do tempo em que as árvores tinham mais cor e menos forma

Eu queria ser do tempo em que o sonho do amor podia ser verdadeiro

Eu queria ser do tempo em que os sonhos se escreviam em cartas

Eu queria ser do tempo em que havia musas e poetas sem vida

Eu queria ser do tempo em que não pedíamos muito porque o pouco já o era

Eu queria ser do tempo em que morriamos novos e havia menos adeus a dizer. 

25.9.20

Paredes meias

Dias acabados

semana perdida

16.9.20


Bukowski

15.9.20

 Há palavras que se atravessam no meu caminho.

Como cheiros que nos revisitam ou sabores que trazem passado.

Há palavras que se atravessam no meu caminho.

Como destino que não posso contornar.

 

14.9.20



A soma das nossas decisões. 

11.9.20




and just like that