Uma ode ao mar porque ainda é outubro.
29.10.20
Come talk to me.
Da procura por um filho, da perda de outro.
Talk to me.
Daquelas dores enterradas, perdidas e sempre achadas.
Das traições e dos perdões e do balanço de tanta dor.
Come talk to me.
Da vida e do que nos rouba, do que nos dá.
Da vida que é amarga.
Da vida que é pouca.
Come talk to me.
Das derrotas e sobretudo das máscaras.
Das máscaras das máscaras das máscaras.
2.10.20
29.9.20
Eu queria ser do tempo em que o tempo não era contato
Eu queria ser do tempo em que as estações mandavam mais
Eu queria ser do tempo em que as árvores tinham mais cor e menos forma
Eu queria ser do tempo em que o sonho do amor podia ser verdadeiro
Eu queria ser do tempo em que os sonhos se escreviam em cartas
Eu queria ser do tempo em que havia musas e poetas sem vida
Eu queria ser do tempo em que não pedíamos muito porque o pouco já o era
25.9.20
16.9.20
15.9.20
14.9.20
11.9.20
8.9.20
7.9.20
3.9.20
yeah sure
Ainda há dores sem palavras
não são magoas, nem ressentimentos, nem zangas, nem sofrimentos.
E são isso tudo.
Ainda há sentires sem palavras e é nesses sentires que o ser cresce e é nessa procura que o ser se descobre.



