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| And I will tell you your future. |
6.7.20
30.6.20
20.6.20
Patti Smithando
“Não nos podemos limitar a viver”
Por isso escrevemos.
Por isso mascaramos o que sentimos e sentimos o que descrevemos.
Por isso batalhamos em palavras e das palavras nos escondemos.
Assim passa o tempo que nunca passa no papel.
10.6.20
30.5.20
Por mais
Por mais que te amasse
Havia medo
Medo da dor
Das faltas
Da distância chegar
Do tempo apagar
Tempo finito
Na certeza do tempo finito
Se o eu fosses tu, tu serias eu?
26.5.20
16.5.20
Não me auscultes.
Escuta.
Embala-me nos meus silêncios.
Deixa-me flutuar neste mundo sem barreiras nem fronteiras.
há um fio, um cordel, um laço.
Desde aqui até ai.
Sempre.
Sem medo.
Com vontade, como um voo de regresso a casa na primavera.
Mas deixa-me neste mundo sem barreiras nem fronteiras.
Etérea-
Sem medo.
Só livre.
Demais.
Mas há um fio, um cordel, um laço.
Embala-me nos meus silêncios.
Escuta.
Não me auscultes.
Presa sem me prenderes.
Se me prenderes, sem presa.
30.4.20
On a mission
Como se viesse de outros países
Como se voltasse aos sabores de casa
Como se fosse nua
Despojada
Abandonada
tropeçando ao sabor do vento
Para cair no teu colo de sede.
14.4.20
13.4.20
10.4.20
1.4.20
Voltar à caneta nos dias em que os papeis prendem o virus por horas infinitas.
No tempo em que o tempo se conta à velocidade de uma ampulheta entupida.
Quando os meses parecem feitos de anos.
E sossego é o intervalo do aperto e este não tem fim.
Voltar à caneta só porque é um conforto, um consolo e não há mais nada que possa fazer.
Como a ampulheta entupida, dezenas, centenas, milhares de coisas que gostava de fazer, por ti, por ele e por ele e por ela e ela e todos.
Mas estou entupida pela fechadura da porta.
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