3.9.20

yeah sure


Ainda há dores sem palavras

não são magoas, nem ressentimentos, nem zangas, nem sofrimentos.

E são isso tudo. 

Ainda há sentires sem palavras e é nesses sentires que o ser cresce e é nessa procura que o ser se descobre.

2.9.20

 Ausencia de pensamento

neste canto 

virada para mim

sentir não vale a pena

se a pena são metades

virada para mim

nas velas da minha

Alma.

1.9.20

Se

setembro.

setembro.

Setembro.


28.8.20

 

E volto a Sophia. 
E a vida me volta sempre que me volto a ela.
Vivia instantes no mar e eu nela.

26.8.20

Quando chega o fim de Agosto chega o fim do ano.

O tempo dos balanços, dos fechos, do haver e dos deves.

Contabilidade de sentimentos.


24.8.20

Pelos caminhos 

bloqueios, recuos, becos, travagens,

engarrafamentos, encarnados.

As coisas deste mundo

10.8.20

 

Há dias em que a vontade de escrever é tão grande que não escrevo.

 

Há uma hora, um segundo certo.

5.8.20

O que fazia pelo que foi.

3.8.20

E pedia
sombra e desapego
certezas e finais.
Do futuro
Segredava o vazio
a leveza dos passos
sem gravidade
num espaço que não existia
E por fim não havia fim
e o amor era uma ancora.

6.7.20

Show me your hands


And I will tell you your future.

30.6.20

The reality is the picture; it is most certainly not in the picture"
Georg Baselitz
No point of being photogenic.

20.6.20

Patti Smithando

“Não nos podemos limitar a viver”
Por isso escrevemos. 
Por isso mascaramos o que sentimos e sentimos o que descrevemos.
Por isso batalhamos em palavras e das palavras nos escondemos. 
Assim passa o tempo que nunca passa no papel. 

10.6.20

Far far away is a place in me
Far far away is where my future sleeps
Far far away goodbye meant hello
Far far away the end was always the start
Far far away in the land of never nothing was to happen

Escutar o silêncio no fundo do mar ou 
Só 
Os teus braços de trovão.




























If I write bold does that make me bold?


30.5.20

Por mais

Por mais que te amasse
Havia medo
Medo da dor
Das faltas 
Da distância chegar
Do tempo apagar
Tempo finito
Na certeza do tempo finito 
Se o eu fosses tu, tu serias eu?

26.5.20


















Nem eram encruzilhadas, nem havia jogadas, nem pontos, nem dados.
Era o fim de uma VHS, os 100 metros finais, o fim do rolo, o apagar da vela.
O cansaço tem destas aflições em que nem a meia inspiração se chega.

16.5.20

























Não me auscultes.
Escuta.
Embala-me nos meus silêncios. 
Deixa-me flutuar neste mundo sem barreiras nem fronteiras.
há um fio, um cordel, um laço.
Desde aqui até ai.
Sempre.
Sem medo.
Com vontade, como um voo de regresso a casa na primavera.
Mas deixa-me neste mundo sem barreiras nem fronteiras.
Etérea-
Sem medo.
Só livre.
Demais.
Mas há um fio, um cordel, um laço.
Embala-me nos meus silêncios.
Escuta.
Não me auscultes.
Presa sem me prenderes.
Se me prenderes, sem presa.