9.2.18

I didn't want to kiss you goodbye — that was the trouble — I wanted to kiss you good night — and there's a lot of difference.

Noites brancas


5.2.18


E as palavras jogam
Para lá
Para cá
As tuas as minhas
As ditas as não
Elas encontram-se
Elas perdem-se
Criam e matam amor
Valem mais que amor
As palavras
E são vazias

Sem ti. 

3.2.18


Que leveza cabia na minha ausência

2.2.18

Tesouros de baú


Diz-me dos teus dias
Da distancia que te chega
A intermitencia do corpo
O menos sem o mais
mais sem menos
Da doçura lancinante 
Sempre a prestações
Obedeces a sinais
A norte
Onde o amor não conhece a morte.

31.1.18

E escrevia soltos e brancos
Sem rima
Só retalhos de sentimentos por viver
Sombras dos vividos
Mal apagados lá para trás
Mas havias tu
O eu que era para ti
Um mim por desvendar
Guardado
No que o presente traz 
Amanhã. 
Sem futuro. 

Dizia ela


30.1.18

A Lua


A sombra do amor.
?
Persegue-nos 
Nós a ela
?
Translucida
Escura
?
Ora à frente  
Ora atrás 
?
Sombra de fim
De dia
De mim

29.1.18

Havia dias em que queria tanto que houvesses tu.

Because you do.



28.1.18

Hoje.
Queria contar as tuas pegadas na areia.

27.1.18

Song birds everywhere
Qual silêncio no paraíso. 
Assim os teus braços à minha volta. 
Às voltas em mim. 

24.1.18


… de nos teus olhos
tão perto dos meus
descobrir o modo
de beber o céu

David Mourão Ferreira

23.1.18

À Marlon Brando

brincávamos a cair nos braços um do outro
brincávamos a cair nos 
braços um do outro, como faziam 
as actrizes nos filmes com o marlon 
brando, e depois suspirávamos e ríamos 
sem saber que habituávamos o coração à 
dor. queríamos o amor um pelo outro 
sem hesitações, como se a desgraça nos 
servisse bem e, a ver filmes, achávamos que 
o peito era todo em movimento e não 
sabíamos que a vida podia parar um 
dia. eu ainda te disse que me doíam os 
braços e que, mesmo sendo o rapaz, o 
cansaço chegava e instalava-se no meu 
poço de medo. tu rias e caías uma e outra 
vez à espera de acreditares apenas no que 
fosse mais imediato, quando os filmes acabavam, 
quando percebíamos que o mundo era 
feito de distância e tanto tempo vazio, tu 
ficavas muito feminina e abandonada e eu 
sofria mais ainda com isso. estavas tão 
diferente de mim como se já tivesses 
partido e eu fosse apenas um local esquecido 
sem significado maior no teu caminho. tu 
dizias que se morrêssemos juntos 
entraríamos juntos no paraíso e querias 
culpar-me por ser triste de outro modo, um 
modo mais perene, lento, covarde. Eu 
amava-te e julgava bem que amar era 
afeiçoar o corpo ao perigo. caía eu 
nos teus braços, fazias um 
bigode no teu rosto como se fosses o 
marlon brando. eu, que te descobria como se 
descobrem fantasias no inferno, não 
queria ser beijado pelo marlon brando e 
entrava numa combustão modesta que, às 
batidas do meu coração, iluminava o meu 
rosto como lâmpada falhando 

a minha mãe dizia-me, valter tem cuidado, não 
brinques assim, vais partir uma perna, vais 
partir a cabeça, vais partir o 
coração. e estava certa, foi tudo verdade 

valter hugo mãe, in 'contabilidade'