30.1.18

A Lua


A sombra do amor.
?
Persegue-nos 
Nós a ela
?
Translucida
Escura
?
Ora à frente  
Ora atrás 
?
Sombra de fim
De dia
De mim

29.1.18

Havia dias em que queria tanto que houvesses tu.

Because you do.



28.1.18

Hoje.
Queria contar as tuas pegadas na areia.

27.1.18

Song birds everywhere
Qual silêncio no paraíso. 
Assim os teus braços à minha volta. 
Às voltas em mim. 

24.1.18


… de nos teus olhos
tão perto dos meus
descobrir o modo
de beber o céu

David Mourão Ferreira

23.1.18

À Marlon Brando

brincávamos a cair nos braços um do outro
brincávamos a cair nos 
braços um do outro, como faziam 
as actrizes nos filmes com o marlon 
brando, e depois suspirávamos e ríamos 
sem saber que habituávamos o coração à 
dor. queríamos o amor um pelo outro 
sem hesitações, como se a desgraça nos 
servisse bem e, a ver filmes, achávamos que 
o peito era todo em movimento e não 
sabíamos que a vida podia parar um 
dia. eu ainda te disse que me doíam os 
braços e que, mesmo sendo o rapaz, o 
cansaço chegava e instalava-se no meu 
poço de medo. tu rias e caías uma e outra 
vez à espera de acreditares apenas no que 
fosse mais imediato, quando os filmes acabavam, 
quando percebíamos que o mundo era 
feito de distância e tanto tempo vazio, tu 
ficavas muito feminina e abandonada e eu 
sofria mais ainda com isso. estavas tão 
diferente de mim como se já tivesses 
partido e eu fosse apenas um local esquecido 
sem significado maior no teu caminho. tu 
dizias que se morrêssemos juntos 
entraríamos juntos no paraíso e querias 
culpar-me por ser triste de outro modo, um 
modo mais perene, lento, covarde. Eu 
amava-te e julgava bem que amar era 
afeiçoar o corpo ao perigo. caía eu 
nos teus braços, fazias um 
bigode no teu rosto como se fosses o 
marlon brando. eu, que te descobria como se 
descobrem fantasias no inferno, não 
queria ser beijado pelo marlon brando e 
entrava numa combustão modesta que, às 
batidas do meu coração, iluminava o meu 
rosto como lâmpada falhando 

a minha mãe dizia-me, valter tem cuidado, não 
brinques assim, vais partir uma perna, vais 
partir a cabeça, vais partir o 
coração. e estava certa, foi tudo verdade 

valter hugo mãe, in 'contabilidade'

22.1.18

Can’t write hoje. Faltas-me cá. 

Jack ass


21.1.18

Ui.



Dou-te um beijo salgado, em troca de um doce.

17.1.18


"Si tu pouvais lire dans mon coeur, tu verrais la place où je t'ai mise."
Gustave Flaubert

driver














Quando saía um passageiro, tinha a ilusão de que comandava a sua vida, até que entrava outro.

16.1.18

















Because my dreams are blue.
Enchi o comboio de ti.
Estavas em todas as filas, em cada fila.
E disse-te adeus cada carruagem que passava quais dias, horas, meses, anos que se esgotavam.

Depois o comboio chegou ao fim e o tempo do amor também.

15.1.18

Instala-te aqui. 


12.1.18

Cut short


You should have held me longer
I should have stayed longer
You should have tried longer

And time should have taken longer
And love should have lasted 
Longer

10.1.18

E escrever é assim...
E um dia amar e no outro esquecer. 
E um dia chorar e no outro ser leve.
E ser mar e ser lua e ser inverno e verão e inferno e céu.
E fingir é assim...