Podia ter sido eu. Ou tu. Podia ter sido não. Ou sim. Podia ter sido no verão. Ou inverno. Podia ter sido hoje. Ou ontem. No fim tudo rebenta em cheio.
Do cimo do calor Arde o fogo de um amor que se vê partir.
Será que se pode continuar a ser optimista e a sonhar a cores quando a vida não pára de nos mostrar que de fácil não tem nada? Raios de destinos.
30.5.17
Curvas. Curvas tu, curvo eu. Caminho sem previsão. Sem procura só surpresa. Curvas do meu corpo, da tua mão. Das letras que gosto de desenhar das ondas antes de se quebrarem Quebrarem em cacos. Curvas que são linhas Linhas que são riscas Riscas que risco na palavra passado e que desenho levemente à frente de futuro.
E assim chegava a primavera que era uma prima chegada. Vinha cheia de energias leves e cores esvoaçastes. A primavera era simpática e serena e bem-disposta, assim como a minha vida. A sorte de ter sorte.