7.11.20

Pressentimento de futuro a cada passo que fica por dar. 

29.10.20

 Uma ode ao mar porque ainda é outubro. 


Come talk to me. 

Da procura por um filho, da perda de outro.

Talk to me.

Daquelas dores enterradas, perdidas e sempre achadas.

Das traições e dos perdões e do balanço de tanta dor.

Come talk to me.

Da vida e do que nos rouba, do que nos dá.

Da vida que é amarga.

Da vida que é pouca.

Come talk to me.

Das derrotas e sobretudo das máscaras.

Das máscaras das máscaras das máscaras.

 

27.10.20

A expectativa.

Tramada.

Na espera, no desejo, na vontade, na perda.

Safada.

A corajosa.

 

2.10.20

Antes das saudades acabarem há ainda mais saudades.

e mesmo quando o fim está a chegar chegam retalhos de pedaços de tempos de saudades felizes.

São umas vendidas as saudades.

E são umas vendedoras de corações.


29.9.20

Eu queria ser do tempo em que o tempo não era contato

Eu queria ser do tempo em que as estações mandavam mais

Eu queria ser do tempo em que as árvores tinham mais cor e menos forma

Eu queria ser do tempo em que o sonho do amor podia ser verdadeiro

Eu queria ser do tempo em que os sonhos se escreviam em cartas

Eu queria ser do tempo em que havia musas e poetas sem vida

Eu queria ser do tempo em que não pedíamos muito porque o pouco já o era

Eu queria ser do tempo em que morriamos novos e havia menos adeus a dizer. 

25.9.20

Paredes meias

Dias acabados

semana perdida

16.9.20


Bukowski

15.9.20

 Há palavras que se atravessam no meu caminho.

Como cheiros que nos revisitam ou sabores que trazem passado.

Há palavras que se atravessam no meu caminho.

Como destino que não posso contornar.

 

14.9.20



A soma das nossas decisões. 

11.9.20




and just like that 

8.9.20

O Cais sem conjugação

É onde chegamos

É de onde partimos

7.9.20

SoS

Um código nas ditas. 
Um código nas por dizer. 

3.9.20

yeah sure


Ainda há dores sem palavras

não são magoas, nem ressentimentos, nem zangas, nem sofrimentos.

E são isso tudo. 

Ainda há sentires sem palavras e é nesses sentires que o ser cresce e é nessa procura que o ser se descobre.

2.9.20

 Ausencia de pensamento

neste canto 

virada para mim

sentir não vale a pena

se a pena são metades

virada para mim

nas velas da minha

Alma.

1.9.20

Se

setembro.

setembro.

Setembro.


28.8.20

 

E volto a Sophia. 
E a vida me volta sempre que me volto a ela.
Vivia instantes no mar e eu nela.

26.8.20

Quando chega o fim de Agosto chega o fim do ano.

O tempo dos balanços, dos fechos, do haver e dos deves.

Contabilidade de sentimentos.


24.8.20

Pelos caminhos 

bloqueios, recuos, becos, travagens,

engarrafamentos, encarnados.

As coisas deste mundo

10.8.20

 

Há dias em que a vontade de escrever é tão grande que não escrevo.

 

Há uma hora, um segundo certo.

5.8.20

O que fazia pelo que foi.

3.8.20

E pedia
sombra e desapego
certezas e finais.
Do futuro
Segredava o vazio
a leveza dos passos
sem gravidade
num espaço que não existia
E por fim não havia fim
e o amor era uma ancora.

6.7.20

Show me your hands


And I will tell you your future.

30.6.20

The reality is the picture; it is most certainly not in the picture"
Georg Baselitz
No point of being photogenic.

20.6.20

Patti Smithando

“Não nos podemos limitar a viver”
Por isso escrevemos. 
Por isso mascaramos o que sentimos e sentimos o que descrevemos.
Por isso batalhamos em palavras e das palavras nos escondemos. 
Assim passa o tempo que nunca passa no papel. 

10.6.20

Far far away is a place in me
Far far away is where my future sleeps
Far far away goodbye meant hello
Far far away the end was always the start
Far far away in the land of never nothing was to happen

Escutar o silêncio no fundo do mar ou 
Só 
Os teus braços de trovão.




























If I write bold does that make me bold?


30.5.20

Por mais

Por mais que te amasse
Havia medo
Medo da dor
Das faltas 
Da distância chegar
Do tempo apagar
Tempo finito
Na certeza do tempo finito 
Se o eu fosses tu, tu serias eu?

26.5.20


















Nem eram encruzilhadas, nem havia jogadas, nem pontos, nem dados.
Era o fim de uma VHS, os 100 metros finais, o fim do rolo, o apagar da vela.
O cansaço tem destas aflições em que nem a meia inspiração se chega.

16.5.20

























Não me auscultes.
Escuta.
Embala-me nos meus silêncios. 
Deixa-me flutuar neste mundo sem barreiras nem fronteiras.
há um fio, um cordel, um laço.
Desde aqui até ai.
Sempre.
Sem medo.
Com vontade, como um voo de regresso a casa na primavera.
Mas deixa-me neste mundo sem barreiras nem fronteiras.
Etérea-
Sem medo.
Só livre.
Demais.
Mas há um fio, um cordel, um laço.
Embala-me nos meus silêncios.
Escuta.
Não me auscultes.
Presa sem me prenderes.
Se me prenderes, sem presa.

30.4.20

On a mission


Como se viesse de outros países
Como se voltasse aos sabores de casa
Como se fosse nua
Despojada
Abandonada
tropeçando ao sabor do vento
Para cair no teu colo de sede.

14.4.20

   Saltitavam perdidas
   Numa roda sem saída
   As meninas de saias rodadas.
Os dias nascem novos.
Os dias crescem novos.
Os dias morrem novos.
Só ontem e amanhã têm tempo.

13.4.20
















Era no silencio que se ouvia.

10.4.20

De todos os cantos
era o da solidão que conseguia ouvir
em rima.

8.4.20

Territorial


   Querer
   O terror do verbo querer
   quem quer não tem
   Não ter é terror
   assim no amor
   assim.

1.4.20

Voltar à caneta nos dias em que os papeis prendem o virus por horas infinitas.
No tempo em que o tempo se conta à velocidade de uma ampulheta entupida.
Quando os meses parecem feitos de anos.
E sossego é o intervalo do aperto e este não tem fim.
Voltar à caneta só porque é um conforto, um consolo e não há mais nada que possa fazer.
Como a ampulheta entupida, dezenas, centenas, milhares de coisas que gostava de fazer, por ti, por ele e por ele e por ela e ela e todos.
Mas estou entupida pela fechadura da porta.

As estações voavam lá fora
Não sabiam os dias nem os meses
Só voavam
Vinham e iam sem plano
Não havia planos
Havia espera
Um mundo em hold.

31.3.20

por um fio


Às vezes paravas de repente e custava muito retomar o passo. 
Custava muito apanhar o teu andamento.
Querias a meta e o caminho era mau.
E cada vez que parávas eu parava e perdia-me nas nuvens.
Nunca os ponteiros batiam juntos.
Não havia caminhos para nós.

17.2.20

De todas as palavras no mundo
De todos os cantos
De todos os ses
De todos os sonhos
De todos os segredos
De todos os enlaces
Seguia-te, 
Ia no balão do teu ar.
Porque ainda não sabia voar.

22.1.20

O bater de asas das borboletas
E a perda das flores de amendoeira
É isso uma tempestade
Em janeiro

11.1.20

E volto à caneta porque é sempre ela que apanha os bocados. 
Vida retalhada entre os As e os Zs. 

9.12.19

Love is Part 1

The life that I have
Is all that I have
And the life that I have
Is yours.
The love that I have
Of the life that I have
Is yours and yours and yours.
A sleep I shall have
A rest I shall have
Yet death will be but a pause.
For the peace of my years
In the long green grass
Will be yours and yours and yours  

23.10.19

Chapter I
I walk down the street.
There is a deep hole in the sidewalk
I fall in.
I am lost ... I am helpless.
It isn't my fault.
It takes me forever to find a way out.
Chapter II
I walk down the same street.
There is a deep hole in the sidewalk.
I pretend I don't see it.
I fall in again.
I can't believe I am in the same place
but, it isn't my fault.
It still takes a long time to get out.
Chapter III
I walk down the same street.
There is a deep hole in the sidewalk.
I see it is there.
I still fall in ... it's a habit.
my eyes are open
I know where I am.
It is my fault.
I get out immediately.
Chapter IV
I walk down the same street.
There is a deep hole in the sidewalk.
I walk around it.
Chapter V
I walk down another street.

Portia Nelson

5.9.19

Sim.

The moment you touch your soul, you become fearless.

Yogi Bhajan

22.8.19

Vamos lá, pela dor 
pelo amor.

21.8.19

Over, over, there is a soft place in my heart for all that is over, no, for the being over, words have been my only loves, not many.

Beckett

12.8.19

Rooted roots
que me prendem 
que me levam
Rooted roots
De onde sou
Por quem me dobram?

1.7.19

À volta dos corpos os ponteiros
Sedentos do fim do tempo
O desejo que era teu e era meu
mareando sem mais mares
Não lias as cartas
Onde o nosso futuro tinha casa. 

Trocámos de música
De tempo
Com a bênção dos sinos da igreja

22.6.19

From another point of you #pointofyou #perspective #selfimprovement
Podia não existir a palavra dúvida ou a palavra certeza.
Podia não haver a palavra medo nem a confiança.
E já agora iam-se com a falta de modos os sentimentos.
Assim calavas-te.

Podia ter um bocadinho mais de ar
Mas não tenho
Falham-me também os pulmões. 

18.6.19

Promise




Longe
Do mundo vêm fagulhas
Num trânsito de verão
Em que secam as palavras.

26.5.19

Silêncio que se vai ouvir silêncio. 

21.5.19

Quando seguro a pena e ela dita as penas, peno pelas penas e é tanta a pena.

20.5.19

In the Great

Angry, and half in love, with her, and tremendously sorry, I turned away.

F.S.F. 



19.5.19

Por todas as cores havia um sentir
Por todas as cores havia um sabor
Havia uma memória
Havia um sonho
Por todas as cores chorei
Por todas as cores fui feliz
Havia um cheiro de adeus
Havia um final feliz. 

Na altura dos jacarandás
Subiam os sonhos de tom
Quando caia o luto. 

12.5.19

Dêem me vento. 
Soprem me. 
Quero a deriva, o sem rumo, o sem plano nem decisão. 



E um dia abotoavas me o vestido

E já me tapavas com o lençol 

Isso era o amor nas pontas dos dedos. 

12.4.19

Queria escrever-te. 
Sem floreados nem cores mágicas sem suspiros nem emoção. 
Queria escrever-te.
Sem tinta só o que sinto sem qualquer pontuação. 

11.4.19


Quando querer é não dormir.

9.4.19

Sob o peso das nuvens
Pesadas
Saltitavam labaredas
Leves
No fundo dos segredos.

8.4.19

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Também eu desejei entregar-te um amor assim.

Tolentino

6.4.19

Do you know they don’t know

Why does the sun go on shining?
Why does the sea rush to shore?
Don't they know it's the end of the world?
'Cause you don't love me anymore
Why do the birds go on singing?
Why do the stars glow above?
Don't they know it's the end of the world?
It ended when I lost your love

5.4.19

Margens


Queria uma folha de autoestrada

Que acelerasse e travasse as palavras do meu coração

4.4.19

Ido de mi

Seating all alone
Contava os cantos da areia
Sem pegadas
Sussurrava-me o mar mas surda não o ouvia

31.3.19

Olhos
Pares e pares 
Ângulos
Perspectivas
E sempre a cegueira. 

20.3.19

Vem.
Mesmo sem saberes vem.
De olhos fechados e bem abertos.
Vem.
Sem receio e cheio de medo.
Vem.
Cheio de sonhos e sem esperança.
Vem.

Porque vazia te espero.

18.3.19

E às vezes as segundas sabem a início de ano.

10.1.19

Se o futuro ficar no passado?
Isso é impuls o. 

5.1.19

Por mais que quisesse o querer tinha mais força. 

1.1.19



For good luck. 

2.12.18

Is there a time


In or out let the time be. 

29.11.18

Só 
o poeta morre à procura da palavra certa. 

11.11.18

Escurecia. 
Arrefecia. 
Era o tempo do tempo da alma. 

2.11.18




Amália Bautista

1.11.18

Há uma necessária 
Programada
Porque às vezes o coração é ruído
Porque às vezes viver também

29.10.18

Era preciso merecer as palavras, era preciso saber o seu valor, era preciso não as desperdiçar. 
Preciso ser preciso ainda mais na medida da dor. 
Juro que me juraste juras
Um dia num dia. 

28.10.18

Life


Always ready for you.
Retalhos aos montes
Montes de retalhos
Pedaços do caminho
De uma vida que não dá descanso. 
Por todo o segundo passado há uma lágrima guardada.

Cada vez as vezes são mais difíceis. 
Nunca escrevi o que estão a ler. Escrevi sempre o que senti. 

9.10.18

Só te quero a ti
Nos segredos das manhãs frias aos finais do dia ruidosos às madrugadas sonolentas. 
Só te quero a ti
Ò tempo que me escapas. 

8.10.18

Não há rede, na vida. Quanto muito há um abraço à nossa espera e um abraço às vezes vale uma vida. 
Caminhos pisados
Entre secas videiras
Almas sem sumo
O Outono tanto sabe a castanhas como a cerejas e isso não pode estar certo.
Assim como o as palavras que não têm a batida do coração.