31.12.12
30.12.12
29.12.12
28.12.12
18.12.12
14.12.12
Inside
Há uma serenidade imensa na serenidade.
É, assim de repente, um vazio cheio.
Um contentamento também na ausência, uma paz que se calhar só podemos sentir connosco próprios.
Sozinhos.
Será a serenidade a pureza da solidão? De uma solidão rica.
De onde nos vem, como deixamos que parta, como fazê-la permanecer?
Dezembro é um mês de convulsões que não são mais do que a vitória da minha alma.
Se me puderes ouvir
O poder ainda puro das tuas mãos
é mesmo agora o que mais me comove
descobrem devagar um destino que passa
e não passa por aqui
à mesa do café trocamos palavras
que trazem harmonias
tantas vezes negadas:
aquilo que nem ao vento sequer
segredamos
mas se hoje me puderes ouvir
recomeça, medita numa viagem longa
ou num amor
talvez o mais belo
Tolentino Mendonça
13.12.12
E na Primavera tacteiam-se caras para nunca mais esquecer e descobrem-se gargalhadas e passeia-se descalço e de mãos dadas.
Na Primavera vivem-se retalhos que se guardam mas que nunca se querem deixar de viver.
Primavera. Presente.
"Eu sabia que seria apenas depois de te teres ido embora que iria perceber a completa extensão da minha felicidade e, alas! o grau da minha perda também. Ainda não a consegui ultrapassar, e se não tivesse à minha frente aquela caixinha pequena com a tua doce fotografia, pensaria que tudo não teria passado de um sonho do qual não quereria acordar. Contudo os meus amigos dizem que é verdade, e eu próprio consigo-me lembrar de detalhes ainda mais charmosos, ainda mais misteriosamente encantadores do que qualquer fantasia sonhadora poderia criar. Tem que ser verdade. Martha é minha, a rapariga doce da qual todos falam com admiração, que apesar de toda a minha resistência cativou o meu coração logo no primeiro encontro, a rapariga que eu receava cortejar e que veio para mim com elevada confiança, que fortaleceu a minha confiança em mim próprio e me deu esperanças e energia para trabalhar, na altura que eu mais precisava.
Beijo
Beijos.
Sofridos.
Soprados.
Roubados.
Demorados.
Tristes. Frios.
Apaixonados.
De principio, de adeus.
Beijos. Um universo de voos e quedas.
Sofridos.
Soprados.
Roubados.
Demorados.
Tristes. Frios.
Apaixonados.
De principio, de adeus.
Beijos. Um universo de voos e quedas.
12.12.12
Shhhhh
O silêncio é um amparo
Evitam-se as convulsões
Das temperaturas altas
Tensões baixas
Num conflito dentro de um mesmo
Coração.
11.12.12
Ensaios
Telas brancas.
Páginas brancas.
Lençois.
Sem ensaios, afogamos cores, matamos almas, choramos a morte.
Assim os dias de cinzas.
10.12.12
A...
Sombras
Fantasmas sem vestes
Soou-me o eco da tua voz
Longe
Com coração
Medo
Das roupas escuras
Adeus
Porque a vida não tem
Perdão.
9.12.12
8.12.12
Teus braços
Areia por entre os dedos
Corria
Molhou os pés
Acordar
Deixar-se cair
Teus braços
Meu mundo
Tanto caminho a andar e
Tanto vento
Se me deitar na areia a
ouvir o mar
O vento me leve
Leve, leve
O mar chegou
Deixou-se ir qual encanto de
sereias.
7.12.12
Virgem
Uma folha branca
Esta é minha
Há muito tempo
não via uma folha branca
Minha
Perdi lhe o
jeito, o feito
O desejo
Mas quando vi
cair
Do teu rosto, do
teu rosto sereno
De medo
De futuro
De passado
Quando vi cair
flocos
Flocos, flocos de
neve
Que se amontoavam
no chão
E voavam ao vento
Senti falta da
companhia
Do alento da
minha folha branca
Do tempo em que
tinha tempo
Tempo de mim
Tempo de letra a
letra limpar a minha alma
E como quem toma
um café quente
Partilha a vida e
limpa as lágrimas.
5.12.12
Conta-me
Há segredos nos ramos. Silêncios que nos
abraçam. Verdades que nos arranham. Cheiros que nos perseguem.
A velocidade com que mudam de cor, de consistência,
de face, de alma.Podemos nem os ver ou cegar ao olhá-los.Se hoje visse o ramo certo bebia um chá com
ele.
Subscribe to:
Comments (Atom)





















